| Labrador
Para muitos ele é a mais perfeita tradução
de "o melhor amigo do homem". Conhecido
pelo apelido de "cão da família", o labrador
costuma participar do dia-a-dia dos seus donos dentro e fora da
casa.
Ótimo
caráter, uma personalidade apaixonante, uma devoção
sem limites e lealdade a toda prova. O Labrador conjuga ainda felicidade
e alegria de vida inalteráveis.
A
bem da verdade, mais que um cão, o labrador já é
uma instituição. Raros são aqueles que ficam
indiferentes ao seu carisma. Companheiro fiel, grande capacidade
de adaptação, agilidade e desprovido de agressividade.
Todas
essas qualidades aliadas à uma aguçada inteligência,
fizeram com que em países como USA, Suíça,
Alemanha, Inglaterra, França, Austrália, entre outros,
este seja o cão mais utilizado como guia de cegos e deficientes,
farejador de drogas e sobreviventes de terremotos ou simplesmente
como cão de companhia. No início do século
XIX viajantes vindos de Newfoundland, Canadá, contavam, impressionados,
sobre um tipo de cão que ajudava os pescadores no seu trabalho
diário.
Mergulhavam
em águas geladas puxando redes, buscando peixes, cestos e
objetos que caíam no mar. Estes cães cativaram os
viajantes e foram levados à Inglaterra onde sua criação
se desenvolveu.
Foi
só em recentes anos que os criadores tentaram estabelecer
a aparência do labrador embora deva ser dito que, esta foi
a única raça aceita pelo fechado e rigoroso Royal
Kennel Club (RCK) de Londres, em exposições e shows,
ainda sem um registro oficial, isto por volta de 1870 e provavelemente
devido ao patrocínio e entusiasmo da família real
para com a raça.
Em
1903 a raça foi opcionalmente reconhecida pela RKC. Após
a 2a. Guerra Mundial, e então com o novo nome The Kennel
Club, os registros foram crescendo atingindo uma média de
15.000 cães/ano, na década de 70.
De
cor preta, amarela ou chocolate (mais rara), de médio porte,
com a pelagem densa, curta e impermeável, é um cão
ideal para o trabalho em água. Sua constituição
forte, boa ossatura, peito profundo e costelas bem arqueadas, dão
ao labrador a estrutura necessária para atravessar terrenos
difíceis, transpondo obstáculos como rios, pântanos
e lagos.
Ágil
e com bom faro, localiza a caça abatida e graças à
sua mandíbula poderosa e pescoço forte e musculoso
carrega aves pesadas, como patos e gansos, trazendo-as intactas
ao caçador.
Resistente
e dispensando cuidados especiais, alegre e dócil, o labrados
conquistou o mundo, que hoje tem registrados anualmente muitos milhares
de filhotes, em cada um dos países.
Na
França, a aceitação desta raça foi impressionante.
No ano de 1975, a Sociedade Canina registrava 350 nascimentos da
raças. Em 1990 os registros ultrapassaram de 5.000. Para
demonstrar o sucesso fulgurante da raça, naquele país
os presidentes, François Miterrand, Valery Giscard D'Estain,
Georges Pompidou e agora Jacques Chirac, tiveram ou tem cada um,
um labrador, quando no poder.
Nos
USA no ano de 1999 o número de registros pelo AKC (American
Kennel Club) foi de 155.897 (raça mais registrada), sendo
comum vermos personalidades com seus labradores, como o presidente
Bill Clinton.
Falando
da nobreza atual, não podemos deixar de mencionar a princesa
Sthephanie de Mônaco, com o seu labrador Funny Face, ilustrados
na capa da revista Paris Match - 25 de abril de 1991. Também,
os príncipes Charles e Edward, não dispensam a companhia
de seus labradores quando vão à caça.
|